28/02/2009

Eterno

"E como ficou chato ser moderno,
agora serei eterno."

(Carlos Drummond de Andrade in Eterno)
 

José Rodrigues Carneiro Campello Neto (Zezo) - 1952 - 2009

 

por José Campello Neto última modificação 28/02/2009 11:55
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09/01/2009

demonstração de força ou simples matemática?

genocidas de israel constatam que é 30% maior o crecimento da população palestina que a de judeus. com isso entendem que o confinamento em campos de concentração (há 60 anos) não é mais solução e, desde sabra e chatila partem para a "solução final". neste momento israel aproveita últimos dias da administração bush para mandar recado a obama

jornalistas deveriam por princípio atuar (escrever) em defesa da verdade. quando escrevem em defesa de partes ou de personagens de suas matérias, o texto não é jornalístico e muito menos informativo. e o que é pior, resvalam para o panfletário.

 

Jorge.

 Recebi o texto da jornalista Pilar Rahola que você me enviou. Com relação a você, creio, trata-se de acrescentar pontos de vista à discussão dessa questão da guerra para a implantação do Estado Judeu na Palestina. Com relação à jornalista, sua tentativa de justificar o massacre de palestinos e a ocupação violenta da Palestina é decepcionante. Ao tentar focar a questão numa contradição com o Islamismo, sem tratar do fundamentalismo judeu e dos atos terroristas por estes, também praticados, ela omite a principal questão que se apresenta ao mundo de hoje, que é o colonialismo. En passant ela ameaça dizendo apenas que Israel é a "modernidade, a cultura  e a liberdade". Sem Israel, seria o atraso, o primitivismo e a falta de liberdade. Esse filme demora a acabar na África e em outras partes do mundo onde europeus e estadunidenses levam "modernidade, a cultura  e a liberdade". Aliás, é sempre bom lembrar que o único país africano que apoiava Israel e que tinha reciprocidade nesse apoio era a África do Sul do apartheid. Era aquele tipo de liberdade que Israel defendia? E essa visão racial da questão ideológica não seria melhor explicá-la? Existirá realmente um DNA de esquerda como afirma a jornalista? Ou a visão das atrocidades choca direita, centro e qualquer outro matiz ideológico? A jornalista foi muito pobre em termos de argumentação teórica e extremamente desumana no que diz respeito àquela sensibilidade que seres da nossa espécie imaginam possuir e que geralmente revelam diante de cenas e de momentos iguais aos que estamos assitindo, mesmo com a censura israelense e mesmo com o poder econômico que exercem sobre a mídia.

Em alguns momentos do texto, fica difícil fazer a conexão entre os argumentos e o extermínio de população (de pessoas) que se iniciou há muitos anos para a ocupação da Palestina. O que tem a ver a montagem de estruturas de Estado que seguem o modelo ocidental, dito "modelo democrático", se as regras desse modelo não valem para todos nem em todos os lugares? Por que essas regras, por exemplo, não valem em Gaza, nem em Guantánamo e nem na Cisjordânia? Esses princípios não seriam universais? Eles não poderiam, também, serem respeitados na prisão de Abu Ghraib, no Iraque? Jorge, é decisão democrática uma corte de justiça autorizar a tortura? A "justiça" de Israel autorizou a tortura em prisioneiros palestinos. Não creio que torturar seres humanos esteja vinculado à "modernidade, a cultura  e a liberdade".

Algo que me causou espécie, também, foi o texto incentivar o desvio de atenções dos movimentos europeus para ditaduras, sem citar a da Arábia Saudita onde as mulheres são apedrejadas com o apoio irrestrito de Estados Unidos e de Israel.

Jorge, sempre existem argumentos como esses da jornalista para justificar extermínios e massacres. Adolf Hitler também se justificava. Ele foi eleito e chefiava um Estado que tinha instituições e mecanismos democráticos iguais aos que ela diz existirem nos Estados Unidos e em Israel.

Meu caro Jorge, eu continuo sendo contra o nazismo, esteja ele onde estiver e independentemente de qual povo ou "Estado Democrático" tenha sido acometido por esse mal.

Abraços,

Zezo Campello

 

EM DEFESA DE ISRAEL, POR PILAR RAHOLA

 

Por que não vemos manifestações em Paris, ou em Londres,

ou em Barcelona contra as ditaduras islâmicas? Por que não

as fazem contra a ditadura birmanesa? Por que não há

manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres

que vivem sem nenhum amparo legal? Por que não se

manifestam contra o uso de "crianças bomba",  nos conflitos

onde o Islã está envolvido? Por que nunca lideraram a luta a

favor das vítimas da terrível ditadura islâmica do Sudão? Por

que nunca se comoveram pelas vítimas de atos terroristas em

Israel? Por que não consideram a luta contra o fanatismo

islâmico, uma de suas principais causas? Por que não

defendem o direito de Israel de se defender e de existir?

Por que confundem a defesa da causa palestina, com a

justificação do terrorismo palestino?

E a pergunta do "milhão", por que a esquerda européia, e

globalmente toda a esquerda, estão obcecadas somente em

lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados

Unidos e Israel, e não contra as piores ditaduras? As duas

democracias mais sólidas, e as que sofreram os mais sangrentos

atentados do terrorismo mundial. E a esquerda não está

preocupada por isso.

E finalmente, o conceito de compromisso com a liberdade.

Ouço essa expressão em todos os foros pró-palestinos

europeus. "Somos a favor da liberdade dos povos", dizem

com ardor. Não é verdade. Nunca se preocuparam com a

liberdade dos cidadãos da Síria, do Irã, do Yemen, do Sudão,

etc. E nunca se preocuparam com a liberdade destruída dos

palestinos que vivem sob o extremismo islâmico do Hamás.

Somente se preocupam em usar o conceito de liberdade

palestina, como míssil contra a liberdade israelense.

Uma terrível conseqüência decorre destas duas patologias

ideológicas: a Manipulação jornalística.

Finalmente, não é menor o dano que causa a maioria da

imprensa internacional. Sobre o conflito árabeisraelense NÃO

SE INFORMA, SE FAZ PROPAGANDA. A maioria da imprensa,

quando informa sobre Israel, viola todos os princípios do

código de ética do jornalismo. E assim, qualquer ato de

defesa de Israel se converte em um massacre e qualquer

enfrentamento, em um genocídio.  Foram ditas tantas

barbaridades,  que já não se pode acusar Israel de nada

pior. Em paralelo, essa mesma imprensa nunca fala da

ingerência do Irã ou da Síria a favor da violência contra

Israel; da inculcação do fanatismo nas crianças; da corrupção

generalizada na Palestina. E quando fala de vítimas, eleva à

categoria de tragédia qualquer vítima palestina, e camufla,

esconde ou deprecia as vítimas judias.

Termino com uma nota sobre a esquerda espanhola. Muitos são

os exemplos que ilustram o anti-israelismo e o

antiamericanismo que definem o DNA da esquerda global

espanhola. Por exemplo, um partido de esquerda acaba

de expulsar um militante, porque criou uma página  de

defesa de Israel na internet. Cito frases da expulsão:

`Nossos amigos são os povos  do Irã, Líbia e Venezuela,

oprimidos pelo imperialismo. E não um estado nazista como

o de Israel.` Por outro exemplo, a prefeita socialista de

Ciempuzuelos mudou o dia da Shoá pelo dia da Nakba

palestina, depreciando, assim, a mais de 6 milhões de judeus

europeus assassinados. Ou em minha cidade, Barcelona, o

grupo socialista decidiu celebrar, durante o 60º. aniversário

do Estado de Israel, uma semana de `solidariedade com o

povo palestino`. Para ilustrar, convidou Leila Khaled, famosa

terrorista dos anos 70, atual líder da Frente de Libertação

Palestina, que é uma organização considerada terrorista

pela União Européia, que defende o uso das bombas contra

Israel. E etc. Este pensamento global, que faz parte do

politicamente correto, impregna também o discurso do presidente

Zapatero. Sua política exterior recai nos tópicos da esquerda

lunática e, a respeito do Oriente Médio, sua atitude é inequivocamente

pró-árabe. Estou em condições de assegurar que, em

particular, Zapatero considera Israel culpado do conflito, e

apolítica do ministro Moratinos vai nesta direção. O fato de que

o presidente colocou uma Kefia palestina, em plena guerra do

Líbano, não é um acaso. É um símbolo. A Espanha sofreu o

atentado islâmico mais grave da Europa, e `Al Andalus` está

na mira de todo o terrorismo islâmico. Como escrevi faz tempo,

"nos mataram com celulares via satélite, conectados com a

Idade Média". E, sem  dúvida, a esquerda espanhola está

entre as mais anti-israelenses do planeta. E diz ser

anti-israelense por solidariedade! Esta é a loucura que quero

denunciar com esta conferência.

CONCLUSÃO

 Não sou judia, estou vinculada ideologicamente à esquerda

e sou jornalista. Por que não sou anti-israelense como a

maioria de meus colegas? Porque como não judia, tenho a

responsabilidade histórica de lutar contra o ódio aos judeus, e

na atualidade, contra o ódio a sua pátria, Israel. A luta contra

o anti-semitismo não é coisa dos judeus, é obrigação dos não

judeus, Como jornalista, sou obrigada a buscar a verdade,

para além dos preconceitos, das mentiras e das manipulações.

E sobre Israel não se diz a verdade. E como pessoa de

esquerda, que ama o progresso, sou obrigada a defender a

liberdade, a cultura, a convivência, a educação cívica das

crianças, todos os princípios que as Tábuas da Lei converteram

em princípios universais.

Princípios que o islamismo fundamentalista destrói

sistematicamente. Quer dizer, como não judia, jornalista de

esquerda tenho um tríplice compromisso moral com Israel.

Porque, se Israel for derrotado, serão derrotadas a

modernidade, a cultura  e a liberdade. A luta de Israel, ainda

que o mundo não queira saber, é a luta do mundo.

Fonte: http://www.pilarrahola.com

 

PT condena ataques criminosos
 
 Os ataques do exército de Israel contra o território palestino, que já causaram milhares de vítimas e centenas de mortes, além de danos materiais, só podem ser caracterizados como terrorismo de Estado. 
Não aceitamos a "justificativa" apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques. 
Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista: Lídice e Guernica são dois exemplos disso. 
O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU. Até agora, conta com apoio do governo dos Estados Unidos, que se realmente quiser tem os meios para deter os ataques.
Feitos sob pretexto de "combater o terrorismo", os ataques de Israel terão como resultado alimentar o ódio popular e as fileiras de todas as organizações que lutam contra os EUA e seus aliados no Oriente Médio, aumentando a tensão mundial.
O Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques que estão sendo perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino e convoca seus militantes a engrosar as manifestações contra a guerra e pela paz que estão sendo organizadas em todo o Brasil e no mundo. 
O PT reafirma, finalmente, seu integral apoio à causa palestina.
 
Ricardo Berzoini
Presidente nacional do PT
 
Valter Pomar
Secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores



MARCELO SANTA CRUZ

por José Campello Neto última modificação 09/01/2009 11:44
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08/12/2008

semelhanças

ainda está na ativa o juiz, civil, do tribunal militar, que não aceitou o relatório militar do caso rio centro

Enquanto redigia a nota anterior, ANISTIA, lembrei de um tempo triste. Eu era alegre, jovem, mas o tempo era triste. Morava no Rio de Janeiro quando terroristas invadiram o Rio Centro, durante um Shou, para instalar uma bomba que acabou matando um deles e ferindo o outro (será que foram identificados, punidos e depois anistiados?).

Pois é, quem viveu aquela épocha pode me ajudar a entender a relação que involuntariamente fiz ao lembrar de dois personagens distantes no tempo e na geografia: - qual a semelhança entre o General Collim Powel e o -então- Coronel Job Lorena de Santana

por José Campello Neto última modificação 08/12/2008 02:12
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anistia

glória e culpa ou crime e castigo?

Desde que começou essa discussão a respeito da Lei de Anistia "outorgada" pelo regime militar que penso em escrever algo mais consistente do que os comentários que tenho feito.

Para fingir erudição fui procurar um trabalho de Rui (êle mesmo, o Barbosa, o bahiano) intitulado Anistia Inversa. Lembro que era jovem quando tomei conhecimento desse estudo de Rui. Salvo engano dizia respeito a alguns militares que participaram de uma isurreição e que foram anistiados, mas não recuperaram suas patentes. No entendimento do jurista e advogado daqueles militares, eles, os anistiados, na verdade estavam sendo punidos por aquela lei. Daí o título Anistia Inversa. Mas não achei mais a publicação. Vivo em meio ao caos de uma biblioteca jamais organizada.

Salvo engano o maior intelectual brasileiro, vivo, Miffôr Lernandes, que infelizmente escreve numa revista financiada pelo mesmo grupo econômico que financiou governos do Apartheid da África do Sul e que apoia o PFL de Jorge Borhausen, no Brasil, teria definido a Anistia como sendo a Sentença (ou o perdão) que o criminoso profere para (ou concede a) si próprio.

Procurei o que dizer, comentar, tentei esmiuçar o tema e eteceterat, mas não conseguí informações teóricas para embasar meus comentários. Não tenho bagagem para o tema. Tinha que ficar na superfície. Foi ahí que resolví, apenas, tomar partido na recente discussão, que diz respeito exclusivamente a quem deve ser atingido, ou beneficiado, por aquela Lei. Reitero o que venho deixando claro em conversas e comentários: Sou à favor da Lei de Anistia que está em vigor. Sou à favor de que a Lei atinja e proteja todos os envolvidos na luta contra a ditadura militar que derrubou pela violência armada, em 1964, com o apoio e financiamento dos EUA, o governo democrático eleito no Brasil. É bom lembrar que a proposta do MDB, na época em que essa Lei foi "outorgada", não contemplava Leonel Brizola nem Miguel Arraes. Mas sou à favor, também, e acho imprescindível, para que a história seja resolvida, que todos os anistiados sejam identificados. É preciso identificar todos os torturadores como foram identificados todos os "insurgentes", ou seja lá que nome se dê a aquem lutou contra a ditadura. Alguma glória deve ter havido por ser "insurgente" pois todos eles fazem questão de elucidar suas participações naquela luta. Alguns se dizem arrependidos e querem a benção dos opositores, como o Deputado Fernando Gabeira que pede perdão aos EUA. No entanto, parece não haver nenhuma glória em se ter lutado a favor da ditadura, pois nenhum os "heróicos" agentes do porão quer botar a cara de fora. Nem para as próprias famílias querem assumir os atos que praticaram, e se escondem. Por que será que não se orgulham nem querem aparecer, nem para serem anistiados?

por José Campello Neto última modificação 08/12/2008 02:14
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22/11/2008

partidos e tribunais

Atenção senhores repercutidores das teses "globalinas"!

Se o mandato dos políticos eleitos pertence integralmente ao Partido, quem deve assumir o Governo da Parahyba agora que o governador do PSDB perdeu o mandato (cassado pelo TSE, o mesmo tribunal que cassa o mandato dos deputados que mudam de Partido)?

Deverá assumir o Governo da Parahyba o segundo candidato mais votado, que é de outro Partido, ou um governador indireto, sem ter sido votado, porém indicado pelo Partido, dono do mandato?

AD TERROREM

No meu entender o PSDB deve "nomear" outro governador. Se não for assim, quem foi cassado foi o próprio Partido, não é? E se o Partido é quem foi cassado, todos os políticos eleitos por ele, naquele estado, prefeitos, deputados senadores e vereadores também

por José Campello Neto última modificação 23/11/2008 21:16
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16/11/2008

política

pmdb X PT & outros

Do Blog do Noblat
Deu em O Estado de S. Paulo

Temporão está fazendo tudo certo

De Dora Kramer:

Se o ministro da Saúde for abatido pela permissividade do presidente Lula frente a um cada vez mais atrevido PMDB, José Gomes Temporão deixará como legado o melhor serviço prestado nos últimos tempos à transparência das relações entre o Poder Executivo e sua base de apoio no Legislativo.

A reação do partido - dono da “cota” da Saúde - ao desabafo de Temporão sobre a corrupção e a ineficiência existentes na Fundação Nacional de Saúde não deixa dúvida sobre a noção de governabilidade reinante na Esplanada.

“Reconhecemos em Temporão um técnico muito conceituado, mas ministro é também função de liderança política. É preciso saber ouvir, interagir, respeitar e ter a sensibilidade da boa convivência”, diz o líder da bancada na Câmara, deputado Henrique Alves, traduzindo a seu modo as reclamações de que o ministro não dá a devida atenção aos parlamentares nem à liberação dos recursos das emendas ao Orçamento.

Quer dizer, o ministro da Saúde faz tudo direito. Cuida prioritariamente das tarefas afetas à pasta e, quando se vê confrontado com lobbies contra a transferência da política de saúde indígena para a jurisdição de seu gabinete, põe o dedo na ferida exposta da corrupção na Funasa, objeto de reiteradas e públicas denúncias.

Ainda assim, ou por isso mesmo, o PMDB pede sua saída; e o faz pelo motivo errado: a prioridade dada pelo ministro aos assuntos atinentes à saúde do público em detrimento das conveniências do partido.

Este mesmo PMDB, vale lembrar, reivindica a pasta da Justiça sob a qual está a Polícia Federal.

por José Campello Neto última modificação 16/11/2008 11:49
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01/11/2008

obina na cabeça ou obama nas alturas

 

O jornalista Marco Antônio Pontes, em sua coluna semanal "Comunicação & Problemas", no Jornal da Comunidade, de Brasília, lembra que os estadinudenses ao se apoderarem do gentílico "americano" revelam uma pretensão hegemônica sobre toda a América. O demais cidadãos, naturais da América do Norte, Central e do Sul, somos o quê, imigrantes ilegais?

Esse candidato negro que concorre à Presidência dos Estados Unidos da América, nas eleições de terça-feira, nasceu numa província do império estadinudense que foi tomada de um povo pacífico por interesses estratégicos militares, o Havaí. O Havaí não fica na América. Ao contrário, dista milhares de kilômetros desse continente. É uma ilha que aparece no meio do Oceano Pacífico. Ainda assim, esse candidato, que se diz diferente por ser negro, defende o poder de império daquele país e prefere dizer que é americano do que polinésio. Num de seus comícios, o candidato prometeu aos eleitores mudar os Estados Unidos e mudar o mundo. Ou seja, para o Sr. Obama o tal do mundo é aquele pedaço do globo terrestre onde "americanos" podem mandar e desmandar, inclusive mudar.

Que a massa de consumidores de enlatados culturais torça pela vitória do candidato negro, o "diferente" (em quê?), é compreensível, porque se julgam participantes (sem voto) das decisões tomadas pelo império quando consomem produtos e costumes que lhes são impostos. Líderes, porém, como o Nosso Guia e Grande Timoneiro Luiz Inácio e outros tantos mundo afora declararem simpatia pela vitória de qualquer dos candidatos à presidência  dos Estados Unidos da América é miopia política, medo de enfrentar a realidade ou burrice chrônica. Esse império, e o mal que apregoa, só será barrado se for derrotado. Para eles (estadinudenses) não existe outra linguagem. E mudar o mundo, como apregoa o candidato pelo Partido Democrata, significa moldar o mundo à sua imagem, semelhança e interesses.

A esse respeito o jornalista Mauro Santayana recorda:

"Durante os últimos 200 anos, os Estados Unidos se empenharam em mudar o mundo e trouxeram à História a cultura da violência, do desatamento dos laços familiares, do mito do êxito individual, da competitividade selvagem, da concentração da renda e da destruição da natureza. O mundo deve dispensar a arrogância do candidato e, em sua mutação, os serviços de Mr. Obama. A grande mudança que a Humanidade espera é a retirada dos norte-americanos para seu próprio solo. Que seus marines e agentes secretos voltem ao território pátrio, suas empressas deixem de explorar os países produtores de matéria- prima, e as elites usem sua virtudes potenciais para tomar o próprio povo mais livre e sua sociedade mais igualitária, conforme o american dream  dos peregrinos. Todos nós queremos que o povo dos Estados Unidos seja muito feliz e se desfaça daqueles que, de geração em geração, lhes conspurcaram a História, e lhes ofuscam os olhos com as cores do ilusionismo".

por José Campello Neto última modificação 01/11/2008 13:24
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12/10/2008

archeiro verde ou besouro verde?

quem te conhece que te compre

o prefeito de estocolmo

Parece que está vindo a tona a prepotência elitista e a arrogância do Deputado Federal Fernando Gabeira.

Disse que em Brasília só existem putas e lobistas picaretas. Mas Gabeira mora em Brasília. E como Deputado Federal, é Brasília seu domicílio. Gabeira jamais esclareceu a qual dessas duas categorias ele pertence.

Agora ele agrediu a vereadora Lucinha chamando-a de suburbana. Se desculpas foram apresentadas serão somente para não perder votos.

A vereadora que se cuide. Porque se hoje ele esconde o amigo e o apoio de César Maia, o que fará se for eleito prefeito?

por José Campello Neto última modificação 12/10/2008 14:15
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11/10/2008

armação ilimitada

parece que o ex-advogado de FHC andou criando gnomos


Deu no Blog do Azenha:

UÉ, NÃO ÉRAMOS UM ESTADO SOVIÉTICO?

O inquérito da Polícia Federal sobre o telefonema grampeado entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) deverá concluir que a interceptação, "se existiu", não partiu nem da PF nem da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)", diz hoje a FolhaOnline, atribuindo a informação a uma coluna do jornal. E mais:

"Segundo a coluna, com conclusão prevista para a primeira quinzena de novembro, o relatório colocará em dúvida a própria realização do grampo, dada a divulgação apenas da transcrição da conversa, sem o áudio. O "Painel" informa que suas conclusões devem abrir caminho para o retorno de Paulo Lacerda à direção-geral da Abin".

Ué, pelo que entendi vivíamos em um estado quase soviético de bisbilhotagem oficial e generalizada, a acreditar nas declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Vocês ainda se lembram das maletas da ABIN, que renderam manchete de ponta a ponta na capa da Folha de S. Paulo? O desmentido nunca mereceu o mesmo destaque. Qual será o motivo?

por José Campello Neto última modificação 11/10/2008 21:28
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acho que entendi

não dá para esconder a verdade. Lula tem um caso Ana Maria Jou

 

Segundo a revista Veja, aquela cujos donos apoiavam o regime do apartheid da África do Sul; segundo a jornalista Míriam Leitão; segundo diversos economistas liberais "neocons", ex ministros e afins, toda essa crise das bolsas, dos bancos e da economia é por causa das "basófias" do Presidente Lula. A culpa é do Lula e suas declarações impertinentes, suas fanfarronices.

Mas não precisam entrar em desespero. Segundo essas mesmas fontes abalizadas, europeus e americanos, apesar de não terem a menor responsabilidade sobre os fatos, irão nos salvar de qualquer crise. Parabéns a Veja por nos instruir, orientar e tranqüilizar.

por José Campello Neto última modificação 11/10/2008 20:08
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04/10/2008

a espera de notícias

a imprensa livre e democrática tem obrigação de denunciar abusos contra a liberdade

 

Mês passado o Presidente Hugo Chaves expulsou da Venezuela o representante de uma organização internacional que luta pelos direitos humanos. Toda a imprensa brasileira divulgou esse fato.

O Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, mandou prender e expulsou de seu país a representante da Rede de Irmandade e Solidariedade, uma ONG européia que investigava abusos humanitários.

Advogados do Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos foram impedidos de ver a alemã Christina Friederika Müller, que ja está fora daquele país.

A imprensa brasileira, livre e demoncrática, ainda não divulgou esse fato.

por José Campello Neto última modificação 04/10/2008 16:16
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03/10/2008

baia dos porcos

Prezado(a) Amigo(a),

Abaixo segue a nossa opinião elaborada no dia 02/10/2008 para utilização no próximo pregão:

Notícias extraídas dos principais jornais nacionais e estrangeiros com opiniões

MUNDO - Recomendo ficarmos de olho na crise EUA X RÚSSIA pois os movimentos dos dois países em meio a crise financeira internacional está preocupante. Primeiro Cuba, depois invasões no Leste Europeu, agora navios Russos vem para a Venezuela fazer treinamento em conjunto. Bush viaja ao Brasil para discutir biocombustível... Estranho. Avião Russo ficou de fora da licitação para a FAB e antes ele era o favorito... Lembrem que pode ser que, para tirar o foco da crise econômica nos EUA e na Rússia, pode ser que venha uma "Malvinas" ou um "Iraque". Não sei e nem quero afirmar, mas vale ficar "cabreiro".

ibovespa relatorio analise tecnica

por José Campello Neto última modificação 03/10/2008 11:00
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02/10/2008

presidente do supremo acusou sem provas

para desviar a atenção do caso oportunnity supremo cria factóide com senador de oposição ao governo

Do Blog do Noblat

 

deu em o globo

Para MP, grampo contra Gilmar foi feito no Senado

É investigada também possível escuta na operadora de celular

De Jailton de Carvalho:

O Ministério Público Federal investiga a possibilidade de a conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ter sido grampeada a partir da central telefônica do Senado. A tese ganhou força depois da conclusão de perícias nos equipamentos de Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Senado. Está praticamente descartada a possibilidade de o grampo ter sido feito com maletas de gravação.

Os autos do inquérito sobre o grampo, conduzido pelos delegados Rômulo Berredo e William Morad, devem chegar hoje à Justiça Federal. Os dois delegados pediram a prorrogação das investigações. Segundo o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, será necessário aprofundar a apuração. A outra possibilidade é que o grampo tenha sido feito na operadora de celular de Gilmar Mendes. Mas, pelas informações obtidas até agora, o Ministério Público considera mais provável que o grampo tenha surgido a partir de uma guerra entre empresas interessadas na disputa pela presidência do Senado. A briga pelo comando da Casa mexe com o milionário mercado de prestação de serviços no Congresso.

Uma varredura foi feita pela Polícia do Senado no sistema de telefonia da Casa, não indicando a existência de grampos nos telefones dos gabinetes dos senadores. Mas a PF decidiu fazer laudos próprios. Leia mais em O Globo

por José Campello Neto última modificação 02/10/2008 07:37
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01/10/2008

presidente do supremo se complica

ex adogado geral de fernando henrique cardoso (psdb) se complica com a história do grampo da revista veja. até agora nada foi provado. nem a existência do grampo (da gravação) que teria gravado conversa dele com outro representante da oposição.

Do Blog do Noblat

Gilmar Mendes pede apuração de fatos divulgados na mídia

Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou de encaminhar uma representação ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, para que sejam apurados “fatos incorretos” divulgados pela  mídia sobre a Operação Satiagraha. Está escrito na representação:

- Tanto no caso da Operação Navalha, quanto na Operação Satiagraha, revela-se o mesmo modus operandi. Por um lado, realizam-se escutas e monitoramento do relator do habeas corpus, por outro, divulgam-se para a imprensa falsas notícias e informações, com o propósito de colocar o juiz em situação de descrédito e intimidação. Esse jantar não aconteceu.

Ele se refere à reportagem da mais recente edição da ISTOÉ onde a procuradora da República do Distrito Federal, Lívia Tinôco, diz que teve acesso, por meio do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, a uma série de fotos de um jantar entre assessores de Gilmar Mendes e o banqueiro Daniel Dantas. Leia mais em Confusão Suprema.

Mendes está preocupado com o caso. Hoje, no início da tarde, ele recebeu visita de Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, em seu gabinete, no 3º andar no Supremo, para ouvir as novas sobre as investigações. Corrêa chegou bem antes da hora marcada, 13h45, e saiu às 14h10, sem falar com ninguém.

por José Campello Neto última modificação 01/10/2008 22:34
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o fim da história

havia um muro no caminho (wall)

Anunciamos a Queda do Muro de Wall Street. A qualquer momento publicaremos comentários sobre "o fim da história". Estamos aguardando o texto do japonezinho (assessor) do Bush para postarmos suas brilhantes conclusões. É claro que só publicaremos se a história não acabar. Mas não se desesperem leitores.

por José Campello Neto última modificação 01/10/2008 11:01
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apropriação indébita

mais barato do que isso, só atirar com pólvora alheia

A direita NEOCON  (comensais de Washingnton) anda mesmo aturdida. Este blog tem recebido críticas a atuação do Governo Lula em diversas áreas por intermédio de artigos de jornais e de revistas enviados via Internet. Logo este blog que andou se especializado em criticar a ausência, ou a quase inexistência de uma oposição consistente e séria ao Governo. Mas o que surpreende é que as críticas enviadas continuam partindo da própria esquerda ou, no mínimo, de pessoas que participaram da construção das forças políticas que estão no Governo. Em geral são pessoas que apóiam e querem corrigir os desvios – principalmente os desvios éticos e os de acobertamento à falta de ética – de membros do governo, equipe palaciana  e Comissários do Partido. Não chegam a este blog os velhos argumentos da direita. Parece que foram todos abandonados ou caducaram. Observações, objeções, argumentos críticas e sugestões, todas têm origem no discurso da esquerda.

Agora mesmo recebemos um artigo do poeta maranhense José Ribamar Ferreira, autor do famoso Poema Sujo, que assina o pseudônimo  Ferreira Goullar. O artigo faz observações contundentes à pessoa do Presidente Lula e ao mau uso que o Presidente tem feito de sua popularidade, desviando essa boa imagem, o quanto pode, para a construção de um populismo perigoso nessas nossas Américas.  O artigo foi publicado no jornal FOLHA DE SÃO PAULO do último domingo e é muito bem escrito. Afinal o autor é um homem de cultura e um combatente corajoso que engajou-se na luta política contra a ditadura militar e, sendo assim, claro, contra os que são hoje os NEOCONS, no exato dia do golpe de 64.

Pois não é que os NEOCONS estão usando, indevidamente, os argumentos, as críticas, o artigo e a publicação, como se fossem idéias suas?

por José Campello Neto última modificação 01/10/2008 11:01
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22/09/2008

blog

 

Trago mais uma dica de blog. O endereço é http://palavrasparapensar.blogspot.com/

O blog é da Regina Vasquez.

 

 

Dêm uma conferida

 

Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Esquerda e direita

Direita, esquerda. Esquerda, direita. Lados, posições, direções. Do corpo, do espaço geográfico, da política. São palavras de longa história no Ocidente. São usadas de forma excludente: ou, ou. Mas são dois lados da mesma moeda. Poderiam ser uma alternância de passos e gestos em direção ao Norte: e, e. Acrescentar em lugar de dividir. Avançar por outros caminhos em busca de novos sonhos.

 

Entrevistas

 

O que é esquerda? O que é direita? Qual a diferença entre um partido de esquerda e um de direita?

 

Geraldo Correa da Silva, jardineiro:

Esquerda? Tem várias coisas. É um lado, um lado que movimenta.

Direita é a mesma coisa, só que é o contrário. É o outro lado.

Partido de direita ou de esquerda é coisa de política, não faz nenhuma diferença porque não entendo.

 

Alessandra Lemes Ferreira, fisioterapeuta:

Esquerda é uma direção, um lado.

Direita é o lado oposto, o contrário de esquerda.

A diferença entre partido de direita e esquerda é a forma de definir um posicionamento, a forma de pensar dentro da política. A esquerda é como se fosse o contrário, a minoria.

 

Peter Sola, empresário:

 

Esquerda inicialmente é a oposição.

Direita é a situação.

Então Lula é de direita? Não. Só originalmente a situação é de direita.

A diferença entre a esquerda e a direita hoje é que a esquerda é mais socialista e a direita mais capitalista.

 

Significados

Esquerda – a palavra vem do espanhol izquierda, cuja raiz euskera (basco, celta, catalão) significa a mão torcida, mais fraca, desajeitada, que se dobra. Evoca também o lado esquerdo do corpo, o lado do coração, dos sentimentos.

Oposição popular à tradição - o significado político veio da França, com a Revolução Francesa. Na Assembléia Nacional de 1789, os representantes da nobreza e do clero católico sentaram-se do lado direito e no lado esquerdo ficaram os representantes das demais categorias – comerciantes, artesãos, professores, médicos, advogados, banqueiros, agricultores etc. A palavra francesa gauche já era usada como referência à mão esquerda e tinha a conotação de algo constrangedor, sem graça, dissimulado; o alinhamento à esquerda também fazia referência ao confronto com o inimigo. A partir de então, a esquerda passou a designar as forças de oposição ao poder conservador.

Vanguarda cultural - na virada do século XIX para XX, surgiu uma nova conotação. Nessa época, os bairros situados à margem esquerda do rio Sena, em Paris, passaram a abrigar as atividades culturais, artísticas e intelectuais.

Destruição - em italiano, a palavra é sinistra, cuja raíz latina evoca o mau agouro, que traz algo destrutivo, o mal.

Mudanças - em inglês, a palavra left surgiu inicialmente como algo desajeitado, fraco, abandonado, errado e até mesmo ilícito. Ao mesmo tempo, faz referência ao lado esquerdo do corpo e à direção oeste. Hoje a palavra left, no contexto político, refere-se a grupos que defendem e apóiam mudanças econômicas e políticas em prol do bem-estar público.

Segundo o Aurélio, no contexto político esquerda é o grupo de oposição no Parlamento, o partido de reivindicações populares, trabalhistas, socialistas e comunistas.

Direita – no contexto político, a palavra ficou associada à defesa das tradições e da permanência do status quo. De forma geral, o termo direita hoje refere-se a grupos e partidos conservadores.

Segundo o Aurélio, direita é o grupo da maioria no parlamento, um partido ou regime de tendência totalitária (sic) e capitalista. a origem latina remete a dirigir, alinhar, regular, em linha reta. Seus significados incluem correção, retidão, direção, seguir regras e preceitos pré-determinadas, rigidez, força, estar do lado da lei e da justiça.

Em inglês, right evoca o lado direito do corpo e a direção leste; significa reto, correto do ponto de vista moral ou legal, justo.

Em francês, droit também vem do latim e evoca o que é favorável, auspicioso, justo, honesto, leal, adequado e de bom senso. Para homenagear alguém, coloca-se a pessoa do lado direito de quem preside uma mesa ou reunião. Na Idade Média surgiu o significado de conjunto de leis e aplicação da justiça – le Droit (o Direito). Na política, direita deriva da Assembléia Nacional Francesa de 1789, em que os representantes da nobreza e do clero católico sentaram-se do lado direito e no lado esquerdo ficaram os representantes das demais categorias – comerciantes, artesãos, professores, médicos, advogados, banqueiros, agricultores etc.

Opinião

As idéias de esquerda e direita se confundem no contexto nacional. No Brasil, tanto a esquerda como a direita floresceram sob a influência dogmática da religião cristã e à sombra de regimes ditatoriais, nacionais e estrangeiros. Por outro lado, a experiência econômica ficou à margem tanto do capitalismo como do socialismo. A ditadura getulista teve inspiração fascista e travestiu o totalitarismo com o populismo. Se por um lado instituiu novos direitos trabalhistas, por outro definiu as relações de trabalho como uma luta por privilégios, onde só um lado pode ganhar: o patrão ou o empregado (nunca os dois). Ao mesmo tempo, fincou o controle do Estado sobre a atividade econômica, de forma a ter o poder de impor restrições ou liberar favores em troca de apoio. Foi nesse contexto que nasceu o movimento sindicalista brasileiro. A ditadura militar teve como inspiração a luta contra o comunismo e fez uso explícito da força para garantir sua ordem. O desenvolvimento econômico era a meta, com base em estratégia e planejamento, logística e infraestrutura, ciência e tecnologia. Ao mesmo tempo, impediu a expressão e a participação, fazendo do desrespeito aos direitos humanos a regra para garantir o controle do Estado sobre a informação e a ordem a qualquer preço. Foi nesse contexto que floresceram as pastorais cristãs e as ONGs, cuja principal estratégia era capacitar para a organização e a mobilização.

Persiste no Brasil uma mentalidade colonial, que coloca o espaço coletivo numa terra de ninguém a ser usada pelo predador, seja ele poderoso ou insignificante. Mas para construir uma nação é preciso ver o espaço físico e o meio ambiente como uma extensão de si próprio. Não um mundo branco e preto de mocinhos e bandidos. Nem um mundo cinza e homogêneo, sem dinamismo. Mas um mundo diverso e vivo, colorido com todas as nuances e variabilidades, onde todos os seres que ali estão tenham a oportunidade de criar um espaço próprio e exercer sua diferença conforme seus desejos, necessidades e capacidades. A busca desse equilíbrio começa no acesso à educação.

 

por José Campello Neto última modificação 22/09/2008 00:09
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20/09/2008

grande irmão

para quem não lê a revista do apartheid, a veja, aí vai uma nota retirada do encarte da edição número 2078

“A Internet liberta?

Nicholas Carr, escritor

 

O presidente da China, Hu Jintao, disse que fortalecer a cultura da Internet ajudará a estender a frente de batalha da propaganda e do trabalho ideológico. Se eu tivesse lido essas palavras há poucos anos, elas teriam me soado ridículas. Parecia óbvio que a Internet se opunha ao tipo de poder centralizador chinês. A rede de computadores representava a tecnologia da libertação pessoal. Agora, percebo que eu era ingênuo. Vemos sinais claros de que, enquanto a net pode ser um sistema de comunicação descentralizado, sua operação realmente promove a centralização do poder. Observe, por exemplo, a crescente concentração do tráfego da web. Ou como o Google continua a expandir sua hegemonia sobre a pesquisa na rede. Executivos do Yahoo! E da Sun Microsystems prevêem que a infra-estrutura da Internet cairá em poucos anos nas mãos de cinco ou seis organizações.”

por José Campello Neto última modificação 20/09/2008 19:08
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16/09/2008

oposição?

quem traz em sí o germe da intolerância e da ditadura não sabe fazer oposição democrática


Leitor do blog do Noblat envia comentário esclarecedor para aquele blog


Enviado por Eugenio Arantes Raggi -
16.9.2008
| 11h03m
Opinião de leitor

Oposição arrogante e burra

A melhor notícia para Lula, mais relevante do que a própria escalada celestial de popularidade, é a oposiçao dizer que [tudo] se tratou de "sorte".

O narcodemotucanato não compreende que a base da popularidade de Lula é - de maneira inquestionável - o aumento substancial do poder de compra do salário mínimo.

Volto a repetir: uma oposição arrogante, que não reconhece méritos no adversário, que não sabe aprender com a experiência de fiscalizar e criticar o governo, é ruim para a democracia.

Lula governa de forma muito mais competente do que seus opositores podiam supor. É extraordinariamente superior a todos os seus antecessores, incluindo Efeagá.

Mas é pouco. O governo Lula, mesmo sendo o melhor de nossa história, errou muito, principalmente ao relativizar demais a ética na gestão pública. Deu muito espaço aos "companheiros" - a turma da boquinha, do PT e outros aliados históricos.

 

 

por José Campello Neto última modificação 16/09/2008 21:06
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tão bonzinhos...

efeito sadam hussein. quando sadam resolveu tomar contas de seu petróleo, o mundo sabe o que aconteceu

 

MINA - O crescimento da exploração de petróleo no mar do Atlântico Sul será o mais expressivo nos próximos 25 anos. Os dados foram apresentados pelo economista Antônio Barros de Castro em seminário do Ministério da Fazenda. As estimativas não incluem todo o potencial do pré-sal brasileiro. Vendida como humanitária, a reativação da Quarta Frota americana tem como principal objetivo garantir a produção de petróleo nessa região.(Coliuna Panorama Politico -  Jornal O GLOBO)

 

por José Campello Neto última modificação 16/09/2008 20:52
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