obina na cabeça ou obama nas alturas
O jornalista Marco Antônio Pontes, em sua coluna semanal "Comunicação & Problemas", no Jornal da Comunidade, de Brasília, lembra que os estadinudenses ao se apoderarem do gentílico "americano" revelam uma pretensão hegemônica sobre toda a América. O demais cidadãos, naturais da América do Norte, Central e do Sul, somos o quê, imigrantes ilegais?
Esse candidato negro que concorre à Presidência dos Estados Unidos da América, nas eleições de terça-feira, nasceu numa província do império estadinudense que foi tomada de um povo pacífico por interesses estratégicos militares, o Havaí. O Havaí não fica na América. Ao contrário, dista milhares de kilômetros desse continente. É uma ilha que aparece no meio do Oceano Pacífico. Ainda assim, esse candidato, que se diz diferente por ser negro, defende o poder de império daquele país e prefere dizer que é americano do que polinésio. Num de seus comícios, o candidato prometeu aos eleitores mudar os Estados Unidos e mudar o mundo. Ou seja, para o Sr. Obama o tal do mundo é aquele pedaço do globo terrestre onde "americanos" podem mandar e desmandar, inclusive mudar.
Que a massa de consumidores de enlatados culturais torça pela vitória do candidato negro, o "diferente" (em quê?), é compreensível, porque se julgam participantes (sem voto) das decisões tomadas pelo império quando consomem produtos e costumes que lhes são impostos. Líderes, porém, como o Nosso Guia e Grande Timoneiro Luiz Inácio e outros tantos mundo afora declararem simpatia pela vitória de qualquer dos candidatos à presidência dos Estados Unidos da América é miopia política, medo de enfrentar a realidade ou burrice chrônica. Esse império, e o mal que apregoa, só será barrado se for derrotado. Para eles (estadinudenses) não existe outra linguagem. E mudar o mundo, como apregoa o candidato pelo Partido Democrata, significa moldar o mundo à sua imagem, semelhança e interesses.
A esse respeito o jornalista Mauro Santayana recorda:
"Durante os últimos 200 anos, os Estados Unidos se empenharam em mudar o mundo e trouxeram à História a cultura da violência, do desatamento dos laços familiares, do mito do êxito individual, da competitividade selvagem, da concentração da renda e da destruição da natureza. O mundo deve dispensar a arrogância do candidato e, em sua mutação, os serviços de Mr. Obama. A grande mudança que a Humanidade espera é a retirada dos norte-americanos para seu próprio solo. Que seus marines e agentes secretos voltem ao território pátrio, suas empressas deixem de explorar os países produtores de matéria- prima, e as elites usem sua virtudes potenciais para tomar o próprio povo mais livre e sua sociedade mais igualitária, conforme o american dream dos peregrinos. Todos nós queremos que o povo dos Estados Unidos seja muito feliz e se desfaça daqueles que, de geração em geração, lhes conspurcaram a História, e lhes ofuscam os olhos com as cores do ilusionismo".


Obina ou Obama